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A CARTA DO RUFISQUE

Essa carta foi elaborada por chefes de projetos, reunidos en 1995 em Rufisque, no Senegal. Reúne todos os princípios que os membros da rede REPER se comprometem a aplicar.

  1. A criança de rua deve ser considerada como uma criança, e não como um delinqüente, un insociável, ou mesmo um doente.

  2. Antes de falar, o adulto escuta a criança e leva em conta os seus desejos. O papel do adulto é de fazer com que esta criança distinga o sonho da realidade.

  3. São as crianças mesmas que decidem o que as concerne pessoal ou coletivamente. A criança vem voluntariamente e pode voltar para a rua, se ela deseja. Nos " centros ", as decisões são tomadas em comum.

  4. O adulto faz um contrato simples com a criança. Tal contrato deve ser escrupulosamente respeitado. Tomar cuidado para nunca mentir à criança.

  5. Cada vez que fôr possível, a prioridade será dada a uma volta estável e duradoura na família.

  6. Se a criança é colocada num centro ou acolhida numa família, ela deve viver sem luxo, nas mesmas condições nas quais ela viverá mais tarde, tornando-se adulta.

  7. As grandes instituições são totalmente banidas.

  8. Dar-se-á importância a preservar na criança os valores de rua (a forçca de vontade, o saber " se virar ", o espírito de iniciativa, o solidariedade entre eles...).

  9. A criança será educada na reliagáo dos pais. Todo proseletismo deve ser proscrito.

  10. A criança deve saber que, a partir de nosso primeiro encontro, jamais a abandonaremos, mesmo quando será adulta.
"Se você é sério, nós o amamos, se você não o é,
nós o amamos assim mesmo."

Atualizada no dia 21 de novembro 2008