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A CARTA DO RUFISQUE
Essa carta foi elaborada por chefes de projetos, reunidos en 1995 em Rufisque,
no Senegal. Reúne todos os princípios que os membros da rede
REPER se comprometem a aplicar.
- A criança de rua deve ser considerada como uma criança,
e não como um delinqüente, un insociável, ou mesmo
um doente.
- Antes de falar, o adulto escuta a criança
e leva em conta os seus desejos. O papel do adulto é de fazer
com que esta criança distinga o sonho da realidade.
- São as crianças mesmas que decidem
o que as concerne pessoal ou coletivamente. A criança vem voluntariamente
e pode voltar para a rua, se ela deseja. Nos " centros ",
as decisões são tomadas em comum.
- O adulto faz um contrato simples com a criança.
Tal contrato deve ser escrupulosamente respeitado. Tomar cuidado para
nunca mentir à criança.
- Cada vez que fôr possível, a prioridade será
dada a uma volta estável e duradoura na família.
- Se a criança é colocada num centro ou acolhida numa
família, ela deve viver sem luxo, nas mesmas
condições nas quais ela viverá mais tarde, tornando-se
adulta.
- As grandes instituições são totalmente banidas.
- Dar-se-á importância a preservar na criança
os valores de rua (a forçca de vontade, o
saber " se virar ", o espírito de iniciativa,
o solidariedade entre eles...).
- A criança será educada na reliagáo dos pais.
Todo proseletismo deve ser proscrito.
- A criança deve saber que, a partir de nosso primeiro encontro,
jamais a abandonaremos, mesmo quando será
adulta.
"Se
você é sério, nós o amamos, se você
não o é,
nós o amamos assim mesmo." |
 Atualizada no dia 5 de março 2005
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