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* Crianças de rua / Crianças na rua
* Cuanto tempo faz que elas estão na rua ?
* Distinçaõ em funçaõ da idade
* Onde vivem essas crianças ?
* Cuantas são ?
* Quais são as relações com a família ?
* Como surgiu a crise ?


Crianças de rua / Crianças na rua

As crianças "DE" rua vivem sem família, na rua. Elas devem se virar para sobreviver, pois nenhum adulto se sente responsável por ela.
As crianças "NA" rua passam uma grande parte do seu tempo na rua, mas guardam uma relação mais ou menos forte com a família.
A fronteira entre crianças de rua e crianças na rua nem sempre é clara, mas ela existe concretamente. Os dois grupos sociais são bem distintos.

Entre as crianças na rua podemos distinguir :
- crianças que trabalham
- crianças das periferias
- crianças fujonas
- crianças transvidas ou em perigo moral

Se essas crianças ainda estão ligadas à família, elas não serão diretamente atingidas pelo nosso projeto.

Entretanto, a experiência nos mostra que nos países onde se trabalha com as crianças de rua, há uma incidência importante sobre as crianças na rua. O exemplo de Nouakchott: em 1988, havia, em média, duas mil crianças fujonas com menos de quinze anos. Hoje, e sem que ninguém tenha se ocupado do problema, não existe mais de duzentas. A impressão que se tem é que as crianças pararam de fugir a partir do momento em que não existiam mais crianças de rua.


Cuanto tempo faz que elas estão na rua ?

Isto é muito importante, pois certamente é mais fácil ajudar uma criança a voltar para casa quando não faz muito tempo que está na rua. Se queremos resolver definitivamente o problema das crianças de rua devemos , cada vez mais, ir o mais cedo possível ao seu encontro.


Distinçaõ em funçaõ da idade

De acordo com a carta da criança, a criança é um menor.
É importante distinguir se a criança tem menos ou mais de quinze anos. As soluções são diferentes.
Uma criança de quinze anos ou mais pode se virar sozinha na vida. Talvez ela precise simplesmente de conselhos, de ser escutada.
Uma criança de oito anos precisa ser assumida e educada.

Atualmente, os especialistas se disputam nos salões para saber se devemos ou não abrigar as crianças. Nós não falaremos sobre este assunto. Mas certamente uma boa parte da resposta dependerá da idade da criança. Normalmente no aspecto humano é importante evitar os dogmatismos e desconfiar dos especialistas.


Onde vivem essas crianças ?

Crianças de rua em ruptura total com a família, encontam-se em quase todas as grandes metrópoles do mundo : São Paulo, Manilha, Bombaim, Dakar, Bogotá ou Bamako. Mas também nas cidades médias como Nouakchott, Bujumbura, Phnom Penh, ou Belém...

Essas crianças existem também nos países desenvolvidos, mesmo se elas são menos numerosas. Em Marselha, por exemplo, ou em Nova York, encontam-se quatro mil.

Nós encontramos as crianças de rua geralmente no centro da cidade, perto das estações ou dos centros comerciais, lugares que são iluminados durante a noite.

Elas são as últimas a deitar e as primeiras que se levantam para não serem pegas. Isso explica porque, durante o dia, nós as encontramos, muitas vezes, cansadas, adormecidas num lugar qualquer. A noite, elas se regrupam.


Cuantas são ?

Ninguém o sabe, nao existe nenhuna estatistica oficial realmente confiavel.

Porem, considerando o aumento das populacoes e ela pobreza, o seu numero somente podera ter crescido


Quais são as relações com a família ?

O problema é saber se a criança que vive na rua pode ou não voltar à família.

Em seguida, pode-se avaliar :

  • Se é possível a volta imediata à família.

- com uma ajuda material ou moral
- sem ajuda

  • Se existe uma probabilidade de volta à família.

- Quando o problema que causou a partida será solucionado. Por exemplo, no caso de fome, de guerra ou de massacre.
- No caso de crise aguda, quando os problemas serão atenuados. Por exemplo : a reconciliação com os pais depois de um delito.
- Quando sera encontrada a família que a criança tinha perdido de vista completamente : perda ou roubo de criança.
- Quando a família perceber que a criança mudou. Por exemplo : a criança epiléptica que foi tratada.

  • Se a volta é impossível ou muito difícil.

- Criança que nem sabe mais onde está sua família.
- Criança que vive sem família sabendo onde ela está, mas faz muito tempo que perdeu o contacto com ela.
- Criança rejeitada por um membro ou pela família inteira.
- Criança que recusa voltar para casa : criança mártir, criança de drogados, criança de prostitutas, criança "bruxa", criança soldado, ...
- Criança que tem os pais na prisão.


Como surgiu a crise ?

A criança se afastou da família por causa de uma crise. É importante distinguir como isso aconteceu :

  • Trata-se de uma crise AGUDA ou CRÔNICA ?

No caso de uma crise aguda, a reinserção é mais fácil quando a causa da crise desaparece. É o caso, por exemplo, de uma separação provocada pela fome ou pela guerra.
Ao contrário, a deficiente, a órfã, a escrava carregarão sempre as causas dos seus problemas. Pode-se falar de crise crônica.

  • Trata-se de FUGA, CRIANCA PERDIDA ou ABANDONO ?

É importante saber se a criança partiu porque quis ou se foi abandonada.

    • criança fugindo, saindo por ela mesma
      - maus tratos
      - depois de um estupro ou incesto
      - desejo de independência
      - divórcio e novo casamento dos pais
      - escravidão
      - escola alcoranista
      - aprendiz que trabalha com mau patrão

    • criança "perdida" mais ou menos espontaneamente
      - fome
      - refugiados de massacres ou de guerras
      - criança natural abandonada
      - criança recusada pelos pais adotivos
      - criança vendida ou utilizada para a mendicidade

    • criança abandonada à si mesma
      - rejeição social ou étnica
      - pais mais ou menos inexistentes
      - filha de prostituta
      - criança de prisioneiro
      - orfã de guerra ou de AIDs

    • criança delinqüente ou em perigo moral colocada fora de casa

    • criança vítima da prostituição infantil

    • criança ladra

    • criança drogada que a família rejeita
Atualizada no dia 10 de abrile 2005